Logo Agência Cidades

#temporais

Chuvas afetaram 377 municípios em janeiro e fevereiro

Temporais causaram desastres como inundações, enxurradas, alagamentos e deslizamentos e provocaram 548 decretos de anormalidade

1 MAR 2026 - 10H49 • Por Wilson Lopes
Áreas afetadas pelas chuvas no município de Juiz de Fora Juiz de Fora, Minas Gerais - Ricardo Stuckert/PR

A Confederação Nacional de Municípios (CNM) realizou um levantamento acerca dos danos e prejuízos causados por temporais nos meses de janeiro e fevereiro (até 26/02/2026). Segundo a CNM, as chuvas já afetaram 377 municípios brasileiros e causaram desastres como inundações, enxurradas, alagamentos e deslizamentos, somando 548 decretos de anormalidade. Só nesse período, foram apontados mais de R$ 1,4 bilhão em prejuízos econômicos, ambientais, materiais e estruturais em toda a região.

Nos últimos dias, os temporais que ocorreram em todo o país já afetaram 1,1 milhão de pessoas, com mais de 25,2 mil desabrigadas e desalojadas. Um total de 72 pessoas perderam suas vidas em municípios localizados em Minas Gerais: 48 em Juiz de Fora e 6 em Ubá. Além das perdas humanas, a cidade de Ubá registrou prejuízo de R$ 313,7 milhões. 

A CNM ressalta que os prejuízos aos cofres públicos municipais já somam R$ 630,2 milhões. Foram 12,5 mil casas danificadas e/ou destruídas, somando um impacto de R$ 77,8 milhões. O setor privado, como agricultura, pecuária, indústria e comércio, teve um prejuízo de R$ 771,6 milhões. A fonte é a plataforma S2Id/MIDR, com dados das Defesas Civis Estaduais e Municipais.

Além dos prejuízos nos municípios destacados acima, as localidades de Santa Carmem (MT), São João de Meriti (RJ) e Formiga (MG) registram perdas econômicas de R$ 171,9 milhões, R$ 97,3 milhões e R$ 91,7 milhões, respectivamente. 

De acordo com a Lei 12.608/2012, que rege o Sistema Nacional de Proteção e Defesa Civil (Sinpdec), nos casos de desastres, é dever da União e dos Estados apoiar os municípios nas ações de buscas, socorro e assistência humanitária, monitoramento, prevenção, recuperação e reconstrução. 

Assim, a entidade destaca orientações importantes para os gestores que necessitem solicitar assistência humanitária e recursos financeiros à União para recuperação e reconstrução das áreas destruídas e danificadas pelas chuvas. 

Confira: 

A CNM alerta que o Sinpdec determina que a União, Estados, Distrito Federal e municípios devem atuar de forma articulada para reduzir os riscos de desastres. Porém, na prática, os Municípios enfrentam dificuldades para cumprir suas responsabilidades. Um dos principais desafios é a falta de apoio técnico e financeiro para mapear áreas de risco e produzir alertas antecipados, tarefa essencial para a elaboração e execução dos Planos de Contingência.

Conclima

Nesse contexto, a CNM lidera a criação do Consórcio Nacional para Gestão Climática e Prevenção de Desastres (Conclima) para fortalecer a atuação dos Municípios na prevenção e resposta a desastres e na adaptação às mudanças do clima. O Conclima apoiará os Municípios com orientação técnica, elaboração de planos exigidos por lei e planos de trabalho para captação de recursos, promovendo sustentabilidade e resiliência nos Municípios consorciados.

Com informações da Agência CNM de Notícias.
@portalcnm