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Formas de Expressão

Teatro de Bonecos Popular do Nordeste ganha plano de salvaguarda

Documento é composto por medidas e ações destinadas a proteger e promover o patrimônio, garantindo que as tradições, práticas e expressões sejam mantidas e transmitidas às futuras gerações

1 MAI 2026 - 16H06 • Por Wilson Lopes
Cena de brincadeira do Mamulengo Sem Fronteiros, no Distrito Federal - Davi Mello/Iphan

O Teatro de Bonecos Popular do Nordeste (TBPN) agora conta com um plano de salvaguarda, documento composto por um conjunto de medidas e ações destinadas a proteger e promover esse patrimônio, garantindo que essas tradições, práticas e expressões culturais sejam mantidas e transmitidas às futuras gerações.

O plano está dividido em quatro eixos:

Essas ações buscam direcionar os esforços para a sustentabilidade cultural, criando condições sociais, econômicas, políticas e ambientais adequadas para que o bem possa existir e ser praticado, propondo ações preventivas e corretivas diante de possíveis ameaças.

Entre as ações futuras, o plano prevê articulação com outras instâncias governamentais para proteção do bem, atividades educativas sobre a importância do Teatro de Bonecos em escolas, mapeamento dos bonequeiros e difusão do TBPN.

O Plano de Salvaguarda aponta para ações de educação, cidadania e saúde para os bonequeiros, bem como estratégias de aposentadoria, fomento de associações representativas, campanhas de divulgação do bem cultural e a contratação de bonequeiros nos eventos públicos (municipais, estaduais e federais) – (Davi Mello/Iphan)

Patrimônio Cultural

O TBPN é registrado como Patrimônio Cultural Brasileiro pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) desde 2015. A inscrição do bem cultural foi feita no Livro de Registro das Formas de Expressão, e as pesquisas para o registro abrangeram os estados do Ceará, Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte e o Distrito Federal.

O processo de registro teve início com a solicitação feita pela Associação Brasileira de Teatro de Bonecos (ABTB), no ano de 2004, no entanto, a concretização do processo se deu após a elaboração do dossiê composto por um estudo aprofundado da manifestação nos estados de Pernambuco, Rio Grande do Norte, Paraíba, Ceará e Distrito Federal entre os anos de 2008 e 2013.

A inscrição do bem cultural foi feita no Livro de Registro das Formas de Expressão e é fruto de uma densa pesquisa, responsável por identificar a expressão cultural nas múltiplas formas da brincadeira – o botar bonecos, nas características estéticas diversas demarcadas pelas singularidades presentes nas regiões estudadas, bem como as variações em sua denominação: Mamulengo, Babau, João Redondo e Cassimiro Coco, como é conhecido no Ceará.

Com informações do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).
@iphangovbr

Acesse o Plano de Salvaguarda do Teatro de Bonecos Popular do Nordeste - Mamulengo, Babau, Cassimiro Coco e João Redondo - no Ceará>>