Pode faltar merenda, remédio, gasolina, mas festa...
Estudo da Confederação de Municípios mostra que os festejos populares estão presentes no calendário de 94% das prefeituras brasileiras
8 JUN 2026 - 08H20 • Por Wilson LopesA Confederação Nacional de Municípios (CNM) apresentou um retrato inédito da gestão de cultura nas cidades brasileiras, aliando as questões institucionais, que indicam como se dá a organização da política cultural nas prefeituras, com enfoque no mapeamento de festejos culturais existentes no território, a atuação do poder público para a sua realização e a percepção do gestor local acerca dos impactos desses festejos na sociedade.
Segundo o estudo ‘Cultura em Gestão: Retrato dos Municípios Brasileiros’, em 94% das prefeituras existe algum festejo no calendário da cidade.
Os resultados apontam que os eventos cívicos (91%) e religiosos (90%) são os mais frequentes no Brasil, ocorrendo, 100% cada um deles, em nove a cada 10 municípios do país. Na sequência, são apontados os festejos regionais (72%) e folclóricos (69%), seguidos dos festejos agropecuários (49%), que estão presentes no calendário de metade dos municípios brasileiros.
Segundo o estudo da CNM, 95% das prefeituras investem recursos públicos nos festejos (financeiros, cessão de espaços físicos ou do recebimento de transferências para essa finalidade). Dois a cada três municípios (67%) investem pelo menos R$ 100 mil para a sua realização. Já 24% investem acima de R$ 1 milhão.
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O que fica
O estudo da CNM observou que, entre os principais efeitos observados, destacam-se a expansão do turismo e do comércio (91%), além da boa avaliação por parte da população (92%). Cerca de 74% dos municípios indicaram a geração de empregos como um dos benefícios associados à realização de eventos, enquanto 73% apontaram a elevação da arrecadação municipal.
“Esses resultados evidenciam que as festividades desempenham um papel relevante na dinamização das atividades econômicas locais, ampliando a circulação de renda especialmente em setores como comércio, serviços e turismo. Por outro lado, evidencia a necessidade de planejamento e transparência na aplicação dos recursos destinados às festividades”, avalia o presidente da CNM, Paulo Ziulkoski.
Apesar do investimento maciço nos festejos, 52% dos municípios informaram não possuir órgão gestor exclusivo para a área da cultura. Em 38% dos municípios não há fundo de cultura e 23% ainda não aderiram ao Sistema Nacional de Cultura. O plano de cultura também inexiste em 38% das prefeituras.
Com informações da Agência CNM de Notícias.
@portalcnm
Confira o estudo ‘Cultura em Gestão: Retrato dos Municípios Brasileiros’