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Doença viral e contagiosa

Ministério da Saúde recomenda vacinação contra sarampo em São Paulo e Guarulhos

Imunizante deverá ser aplicado em crianças de 6 meses a até um ano, após três crianças menores de dois anos contraírem a infecção na região metropolitana da capital paulista

30 JUN 2026 - 12H05 • Por Wilson Lopes
A vacina recomendada é a 'dose zero', que deve ser aplicada em crianças de 6 a 11 meses e 29 dias - Pinheiros Jr/Prefeitura São Paulo

O Ministério da Saúde reforçou a necessidade da aplicação da vacina contra o sarampo na cidade de São Paulo após três crianças menores de dois anos contraírem a infecção na zona norte da cidade. O órgão também recomenda a aplicação do imunizante em Guarulhos, na região metropolitana, devido à intensa circulação de pessoas.

A vacina recomendada é a ‘dose zero’, que deve ser aplicada em crianças de 6 a 11 meses e 29 dias. O imunizante reforça a proteção em uma faixa etária altamente suscetível a infecções e agravamentos da doença. O procedimento também contribui para impedir que mais indivíduos sejam infectados.

A dose não substitui as já previstas no Calendário Nacional de Vacinação, disponível gratuitamente no Sistema Único de Saúde (SUS) para pessoas de 12 meses a 59 anos.

Além do reforço vacinal, estão sendo adotadas medidas de vigilância para conter a transmissão local, como busca ativa de casos suspeitos, identificação e monitoramento de contactantes, investigação epidemiológica e bloqueio vacinal nas áreas de risco.

Casos de sarampo

O Ministério da Saúde informa que os três casos de infecção podem ter ocorrido por meio do contato com pessoas procedentes do exterior. Além disso, das três crianças que testaram positivo, duas estudam na mesma creche e a terceira mora na mesma região.

No ano passado, o Brasil registrou 38 casos de contaminação por sarampo. Contudo, permanece o status de país livre do sarampo, visto que os casos aconteceram por importação.

O mesmo não pode ser dito de outros países do continente americano, principalmente da América do Norte, que concentram alta circulação da doença. No México, foram registrados 11.771 casos neste ano. Nos Estados Unidos, foram 2.104 pessoas infectadas e no Canadá, 1.073 casos.

A ascensão do sarampo fez com que a Organização Pan-americana de Saúde (Opas) retirasse do continente americano, no ano passado, o status de região livre de transmissão endêmica.

Cobertura vacinal

O sarampo é uma doença viral grave e altamente contagiosa. Os grupos mais vulneráveis incluem crianças menores de 5 anos, pessoas desnutridas e indivíduos imunodeprimidos. A transmissão ocorre de forma direta, por meio de secreções expelidas ao tossir, espirrar, falar ou respirar próximo a pessoas não vacinadas. A vacina tríplice viral é a única forma eficaz de prevenir a doença e tem sua eficácia amplamente comprovada.

“Trata-se de um vírus com altíssima transmissibilidade: uma pessoa infectada pode transmitir o sarampo para até 18 pessoas não vacinadas. Por isso, proteger as crianças por meio da vacinação é fundamental”, destaca a coordenadora de Vigilância em Saúde da Prefeitura de São Paulo, Mariana de Souza Araújo.

Em 2025, a cobertura vacinal do tríplice viral no município alcançou 92,09% na primeira dose e 91,88% na segunda dose; em 2026, até o momento, o percentual está em cerca de 100% nas duas doses. O percentual de cobertura recomendado pelo Ministério da Saúde é 95%.

482 UBSs da capital

Durante a semana, o serviço de vacinação ocorre em todas as 482 UBSs da capital, das 7h às 19h. A população pode encontrar a unidade mais próxima pela plataforma Busca Saúde. A Secretaria Municipal de Saúde intensificará ainda a busca ativa de pessoas suscetíveis, isto é, não vacinadas ou com a vacinação incompleta, em diversas regiões da cidade.

Aos sábados, a vacinação está disponível nas Assistências Médicas Ambulatoriais (AMAs)/Unidades Básicas de Saúde Integradas (UBSs), também das 7h às 19h.

Com informações de Matheus Crobelatti e Odair Braz Junior, Agência Brasil; Prefeitura de São Paulo.
@prefsp @crobs.mah @odairbrazjr

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