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Desastres naturais

Planejamento permanente pode prevenir eventos climáticos extremos

Guia orienta prefeituras a estruturar planos de prevenção, resposta e reconstrução diante do aumento de enchentes, secas, queimadas e ondas de calor

28 JUL 2026 - 11H02 • Por Wilson Lopes
Pescadores no manguezal na Vila do Tamatateua, na área da Reserva Extrativista Marinha de Caeté-Taperaçu, em Bragança (PA) - Fernando Frazão/ABr

O aumento da frequência e da intensidade dos eventos climáticos extremos exige uma mudança na forma como os municípios brasileiros se preparam para enfrentar desastres naturais. Essa é a principal conclusão do ‘Guia Prático para Enfrentamento ao Super El Niño e Eventos Climáticos Extremos’, lançado pela Associação Brasileira de Municípios (ABM).

Diferentemente de um estudo estatístico, o documento funciona como um manual técnico de gestão pública, reunindo orientações para que prefeituras atuem antes, durante e após situações de emergência provocadas por enchentes, secas, deslizamentos, queimadas, ondas de calor e outros fenômenos associados às mudanças climáticas.

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Brasil inteiro deve se preparar

O guia não identifica cidades ou estados específicos como mais vulneráveis. As recomendações são dirigidas aos 5.569 municípios brasileiros, reconhecendo que os impactos das mudanças climáticas atingem todo o território nacional, embora com características distintas em cada região.

O documento também alinha suas orientações às principais políticas e acordos internacionais, entre eles:

Principais ameaças climáticas

O guia identifica 15 tipos de riscos que devem ser avaliados pelos municípios durante o diagnóstico territorial:

Populações mais vulneráveis

O documento recomenda que as prefeituras identifiquem previamente os grupos mais suscetíveis aos impactos climáticos, entre eles:

Preparação deve começar antes dos desastres

Segundo a ABM, a prevenção deve envolver toda a administração municipal. Entre as principais medidas recomendadas estão:

As primeiras 72 horas são decisivas

O guia destaca que as primeiras horas após um desastre são fundamentais para reduzir perdas humanas. As prioridades incluem:

Saúde deve monitorar surtos

Na área da saúde, o documento alerta para o aumento do risco de doenças após enchentes, alagamentos e queimadas. Entre as principais preocupações estão:

O guia recomenda ainda reforçar estoques de medicamentos, manter equipes preparadas, garantir a qualidade da água e ampliar o atendimento psicológico às populações atingidas.

Reconstrução deve reduzir novos riscos

Após o desastre, a prioridade deixa de ser apenas reconstruir estruturas danificadas. A ABM orienta que os municípios:

O principal diagnóstico da publicação é que os desastres climáticos deixaram de ser eventos excepcionais e passaram a exigir preparação permanente das administrações municipais. Para a ABM, municípios que investem em planejamento, integração entre secretarias, sistemas de alerta, capacitação técnica e comunicação eficiente conseguem responder com maior rapidez, preservar vidas, reduzir prejuízos econômicos e acelerar a recuperação das comunidades atingidas. O documento reforça ainda que a adaptação climática deve ser incorporada às políticas públicas locais como parte contínua da gestão municipal, e não apenas como resposta a situações de emergência.

@abmunicipios

Acesse o Guia Prático para Enfrentamento ao Super El Niño e Eventos Climáticos Extremos