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Foz do Amazonas

Petrobras encontra hidrocarbonetos a 175 km da costa do Amapá

Poço a 2,9 mil metros de profundidade apresenta compostos na origem do petróleo e do gás natural

17 AGO 2026 - 11H35 • Por Wilson Lopes
O poço está a aproximadamente 175 quilômetros da costa do Amapá e a quase 500 quilômetros da foz do rio Amazonas - Petrobras

A Petrobras identificou a presença de hidrocarbonetos durante a perfuração do poço exploratório Morpho, no bloco FZA-M-59, a cerca de 175 quilômetros da costa do Amapá, na Bacia da Foz do Amazonas. A descoberta ainda não permite afirmar o tamanho ou a viabilidade econômica de uma eventual reserva: a perfuração continua e a companhia ainda precisa concluir a avaliação exploratória da área.

O poço Morpho, identificado tecnicamente como 1-BRSA-1405-APS, está localizado em uma lâmina d’água de 2.886 metros. Segundo a Petrobras, a presença de hidrocarbonetos foi constatada por meio de perfis elétricos e de indicativos encontrados nas rochas durante a perfuração.

Em termos simples, hidrocarbonetos são compostos na origem do petróleo e do gás natural. A identificação desses sinais indica que a formação geológica contém esses compostos, mas não determina, por si só, quanto petróleo ou gás existe nem se a extração será economicamente viável.

A Petrobras informou que o poço está a aproximadamente 175 quilômetros da costa do Amapá e a quase 500 quilômetros da foz do rio Amazonas. A companhia é a operadora do bloco e detém 100% de participação na área.

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Ainda não há estimativa de reservas

O principal dado que ainda não está disponível é justamente o tamanho da descoberta. A Petrobras não informou, até o momento, estimativa de volume recuperável, qualidade do óleo, pressão do reservatório, produtividade potencial do poço ou custo estimado de uma futura produção.

Também não há indicação, nos textos analisados, de quando uma eventual produção comercial poderia começar.

Essa diferença é importante porque identificar hidrocarbonetos não equivale a confirmar uma reserva comercial de petróleo. É necessário realizar novas avaliações para determinar a extensão da acumulação, suas características e sua capacidade de produção.

A própria Petrobras afirma que as operações de perfuração continuam para dar sequência à avaliação exploratória. 

Resultado reforça estratégia de exploração

A descoberta é considerada pela companhia como parte da estratégia de recomposição de suas reservas de petróleo e gás por meio da exploração de novas fronteiras. A Petrobras afirma que a expansão das reservas busca contribuir para o atendimento da demanda nacional de energia durante o processo de transição energética. 

O bloco FZA-M-59 foi adquirido na 11ª Rodada de Licitações da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), em 2013, sob regime de concessão. 

O que a descoberta representa

O resultado é relevante porque constitui a primeira descoberta anunciada pela Petrobras na costa do Amapá e reforça as perspectivas exploratórias da chamada Margem Equatorial brasileira. A área integra uma região considerada estratégica pela companhia para a busca de novas reservas. 

O impacto, porém, é predominantemente exploratório neste momento. Ainda não há dados públicos suficientes para calcular o potencial econômico da descoberta, seu impacto sobre a produção brasileira ou eventual geração futura de royalties para o Amapá e outros entes federativos.

O que ainda falta saber

Entre as principais informações que permanecem sem resposta estão:

Essas informações dependem da continuidade da perfuração e das avaliações técnicas do poço.

O poço Morpho, identificado tecnicamente como 1-BRSA-1405-APS, está localizado em uma lâmina d’água de 2.886 metros (Foresea/Petrobras)

Produção atual do Brasil (Junho/2026)
Em relação a junho de 2025, a produção de petróleo cresceu 19,1%, enquanto a de gás natural aumentou 19,7%
    
️ Petróleo: 4,475 milhões de barris/dia
Gás natural: 217,35 milhões de m³/dia
Petróleo + gás: 5,842 milhões de boe/dia
️ Produção do pré-sal: 4,788 milhões de boe/dia
Participação do pré-sal: 82% do total

As operações em que a Petrobras atua sozinha ou em parceria responderam por 87,08% da produção brasileira de petróleo e gás em junho. A produção nacional veio de 6.579 poços, sendo 608 marítimos e 5.971 terrestres.

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) mantém o Boletim Mensal da Produção de Petróleo e Gás Natural, a fonte oficial para acompanhar essa série.

Com informações da Agência Petrobras.
@petrobras @governodoamapa @anpgovbr

Acesse o Boletim Mensal da Produção de Petróleo e Gás Natural