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#Saneamento

Estação de Jundiaí remove 96% da carga orgânica do esgoto tratado

Cidade de Jundiaí transforma iodo de esgoto em fertilizante após tratamento de até 2,52 mil litros por segundo

28 AGO 2026 - 09H47 • Por Wilson Lopes
Dados de 2026 mostram eficiência média de 95,7% na remoção da carga orgânica e reaproveitamento do lodo na produção de fertilizante - DAE Jundiaí

A Estação de Tratamento de Esgoto de Jundiaí (ETEJ), em Jundiaí (SP), tem capacidade para receber até 2.520 litros de esgoto por segundo, o equivalente a 217,7 milhões de litros em 24 horas em condições de vazão de pico. 

A estrutura, operada pela Companhia Saneamento de Jundiaí (CSJ), apresenta eficiência de aproximadamente 96% na remoção da carga orgânica, reduzindo a quantidade de matéria poluente antes do lançamento do efluente tratado no rio Jundiaí. 

Os indicadores de eficiência mostram a redução da carga orgânica durante o tratamento. Entre fevereiro de 2025 e fevereiro de 2026, a concentração média de DBO na entrada da estação foi de 605 miligramas por litro, enquanto na saída ficou em 25 miligramas por litro. A eficiência média no período foi de 95,7%

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ETE Jundiaí tem capacidade de pico equivalente a 217,7 milhões de litros por dia (DAE Jundiaí)

A DBO, ou Demanda Bioquímica de Oxigênio, é um indicador utilizado para medir a quantidade de matéria orgânica biodegradável presente no esgoto. Quanto maior for a concentração, maior tende a ser a quantidade de oxigênio necessária para sua decomposição, o que pode afetar os corpos d'água.

Além da remoção da carga orgânica, o processo gera grandes quantidades de lodo. Nos 12 meses analisados pela companhia, a produção média de torta de lodo foi de 3.353 toneladas por mês. O material é encaminhado para compostagem e transformado em fertilizante orgânico utilizado em diferentes culturas agrícolas e áreas verdes. 

A ETEJ foi planejada em 1996 e entrou em operação em 1998. Segundo a CSJ, 98% do esgoto produzido em Jundiaí é coletado, e 99% desse volume é encaminhado à estação para tratamento e destinação adequada. A companhia também informa que a unidade foi a primeira ETE do Brasil a utilizar ar difuso em lagoas, com difusores flutuantes de membrana.

70 mil toneladas de resíduos orgânicos tratados por ano, que se transformam em 20 mil toneladas de fertilizante orgânico composto, utilizado em culturas de café e cana-de-açúcar, plantações de uva, caqui e pêssego e plantas ornamentais (DAE Jundiaí)

O tratamento é realizado por meio de processos biológicos. Nas lagoas de aeração, microrganismos utilizam a matéria orgânica presente no esgoto como alimento, enquanto a introdução de oxigênio favorece sua decomposição. Posteriormente, o lodo é separado por decantação e o efluente tratado segue para o rio Jundiaí.

A estação mantém ainda uma página de monitoramento dos parâmetros operacionais e do efluente, com dados disponibilizados pela própria CSJ.

Com informações da Prefeitura de Jundiaí (SP)
@cidadedejundiai

Acesse a Estação de Tratamento de Esgotos de Jundiaí