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Copa do Mundo da Fifa

Vacine-se, antes de entrar em campo

Atualização da caderneta de vacina previne dor de cabeça e doenças, garantindo mais segurança a quem viaja

25 MAI 2026 - 15H55 • Por Chico Neto, Agência Brasília
Thallys Silva, enfermeiro do Ambulatório do Viajante do Hran, explica que às vezes a pessoa considera apenas o destino final, mas precisa pensar, também, nas possíveis escalas pelo caminho - Sandro Araújo/Agência Saúde-DF

A Copa do Mundo da Fifa se aproxima, e muitos torcedores já estão preparando as malas para visitar um dos três países que vão sediar os jogos (Canadá, Estados Unidos e México). Entre passagens, roteiros e camisas de time, um item indispensável deve estar nos preparativos: o cartão de vacina. 

Thallys Silva, enfermeiro do Ambulatório do Viajante do Hospital Regional da Asa Norte (Hran), orienta: 

“Às vezes a pessoa considera apenas o destino final, mas precisa pensar, também, nas possíveis escalas pelo caminho. Se a escala for em um país muito rígido com o certificado, o indivíduo é deportado se não apresentar o documento.” 

Viajar para outro país naturalmente envolve certo cuidado com a saúde. Como a Copa do Mundo da Fifa é um evento que reúne milhões de pessoas de diferentes nacionalidades, exige atenção redobrada. A mistura e as multidões trazem maior risco na disseminação de doenças transmissíveis. 

“A orientação principal é atualizar o cartão de vacina na Unidade Básica de Saúde (UBS). Também é importante priorizar doses da tríplice viral, que engloba sarampo, caxumba e rubéola”, indica o enfermeiro.

Sarampo

O contexto global indica surtos de sarampo em todos os continentes. Em 2025, foram confirmados 248.394 casos da doença no mundo. O México soma mais de 14 mil casos desde 2025 e 36 mortes, enquanto os Estados Unidos registraram 49 surtos no ano passado. O Canadá, por sua vez, perdeu, neste ano, a certificação de país livre do sarampo.

O Brasil, apesar do cenário, permanece como um país livre da circulação do vírus responsável pela doença — título conquistado em 2024. No entanto, em 2025, 94,7% dos casos confirmados (36 de 38) da doença ocorreram em pessoas sem histórico vacinal, o que reforça a importância da imunização como principal forma de prevenção.

De acordo com as diretrizes do Ministério da Saúde, pessoas de 1 a 29 anos, além de profissionais de saúde de qualquer idade, devem receber duas doses da tríplice viral. Já os demais adultos, de 30 a 59 anos, precisam tomar uma dose.

No caso do sarampo, recomenda-se procurar a UBS com antecedência mínima de 15 dias da viagem. Caso não seja possível cumprir o prazo, é importante receber a dose mesmo assim, pois ainda pode conferir proteção.

Febre amarela

Os viajantes devem se prevenir, ainda, contra a febre amarela, mesmo que os países que sediam a Copa não exijam o Certificado Internacional de Vacinação ou Profilaxia (CIVP). 

O esquema vacinal da febre amarela é de uma dose aos 9 meses, com reforço aos 4 anos, e a dose única, a partir dos 5 anos. Para áreas de riscos ou países que exigem o certificado, os viajantes devem tomar uma dose pelo menos dez dias antes da viagem.

Para retirar o CIVP, basta acessar o aplicativo do Meu SUS Digital (Android e iOS), acessar o ícone da certificação e imprimir a guia. Salvar uma cópia no celular, de fácil acesso, também é recomendado.

Todos os imunizantes - inclusive o da tríplice viral e da febre amarela — estão disponíveis nas mais de 170 UBSs do Distrito Federal. Para se imunizar, basta apresentar um documento de identidade válido e com foto e, se possuir, a caderneta vacinal. 

Com informações da Agência Brasília.
@secsaudedf @agencia.brasilia @gov_df

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