Governo tem um plano para salvar 27 mil vítimas de trânsito; custa R$ 400 bilhões
Estudo de Mobilidade Urbana tem como foco as 21 regiões metropolitanas mais populosas do Brasil e reúne 187 projetos de mobilidade urbana, incluindo mais de 3 mil km de metrôs, BRT, trens e VLT
17 JUL 2026 - 10H00 • Por Wilson LopesRealizado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o Ministério das Cidades, o Estudo Nacional de Mobilidade Urbana (ENMU) é um amplo estudo técnico, com o objetivo de orientar os investimentos em transporte público nas principais regiões metropolitanas do Brasil e subsidiar a elaboração de uma Estratégia Nacional de Mobilidade Urbana.
O estudo foi elaborado entre 2024 e 2026 e tem como foco as 21 regiões metropolitanas mais populosas do Brasil (São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Brasília/RIDE, Curitiba, Porto Alegre, Recife, Salvador, Fortaleza, Goiânia, Belém, Manaus, Campinas, Florianópolis, Vitória, João Pessoa, Natal, São Luís, Maceió, Teresina/RIDE, Baixada Santista).
A iniciativa considera projeções populacionais e de demanda em um horizonte de 30 anos, com o objetivo de apoiar o planejamento de sistemas de transporte mais integrados, eficientes e sustentáveis, com a necessidade de investimentos superiores a R$ 400 bilhões.
O relatório final do ENMU reúne um banco de dados com 187 projetos de mobilidade urbana, que correspondem a mais de 3 mil km de metrôs, Bus Rapid Transit (BRT/Transporte Rápido por Ônibus), trens e Veículo Leve sobre Trilhos (VLT).
Cada projeto acompanha mais de 100 indicadores técnico-operacionais, econômico-financeiros, socioambientais e urbanísticos que permitem sua priorização. O estudo mostra, por exemplo, o impacto de cada projeto na redução das emissões de poluentes e gases do efeito estufa (GEE) e em sinistros, além da previsão de embarques/dia e de investimento.
Juntos, os projetos poderão evitar 27 mil vítimas de sinistros de trânsito e 3 milhões de toneladas anuais de CO, reduzir em 11% o custo das viagens e em 16% o tempo médio de deslocamento da população, gerando benefícios sociais superiores a R$ 400 bilhões. Os impactos também se estendem à cadeia produtiva, com potencial para mobilizar mais de 1 milhão de empregos e demandar até 7.600 ônibus elétricos e 2.400 carros metroferroviários.
Todas as informações do estudo, além dos projetos por região metropolitana, estão consolidadas no portal Mobilidade Brasil.
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Potencial de expansão de linhas de transporte coletivo
Baixada Santista
A região metropolitana da Baixada Santista (SP) tem potencial de ampliar para 61 quilômetros (km) a rede de transporte público coletivo de média e alta capacidade (TPC-MAC) com previsão de investimentos de R$ 3,42 bilhões e atendimento a 103,75 mil passageiros/dia.
A expansão projetada para a região está prevista por meio de quatro projetos de extensão e implantação de VLT (veículo leve sobre trilhos) e de implantação de BRT (bus rapid transit). A rede atual conta com 18 km. No caso da Baixada Santista, o estudo também prevê uma redução de 7% no tempo médio de deslocamento e de 546 vítimas evitadas por ano.
Belém
A região metropolitana de Belém (PA) tem potencial de ampliar para 50 quilômetros a rede de transporte público coletivo de média e alta capacidade (TPC-MAC) com previsão de investimentos de R$ 1,43 bilhão e atendimento a 151,78 mil passageiros/dia.
A expansão projetada para a capital paraense está prevista por meio de três projetos de extensão ou implantação de novos BRT (bus rapid transit). A rede atual conta com 30 km. No caso de Belém, o estudo também prevê uma redução de 13% no tempo médio de deslocamento e de 489 vítimas evitadas por ano.
Belo Horizonte
A Região Metropolitana de Belo Horizonte (MG) tem potencial de ampliar para 314 quilômetros a rede de transporte público coletivo de média e alta capacidade (TPC-MAC) com previsão de investimentos de R$ 35,57 bilhões e atendimento a 1,4 milhão de passageiros/dia.
A expansão projetada para a capital mineira está prevista por meio de quatorze projetos de extensão ou implantação de novos BRT (bus rapid transit), implantação de VLT (veículo leve sobre trilhos) e implantação ou extensão do metrô. A rede atual conta com 84 km. No caso de Belo Horizonte, o estudo também prevê uma redução de 21% no tempo médio de deslocamento e de 2.487 vítimas evitadas por ano.
Campinas
A região metropolitana de Campinas (SP) tem potencial de ampliar para 161 quilômetros (km) a rede de transporte público coletivo de média e alta capacidade (TPC-MAC) com previsão de investimentos de R$ 6,47 bilhões a R$ 7,76 bilhões e atendimento a 348,48 mil passageiros/dia.
A expansão projetada para a região está prevista por meio de seis projetos de implantação de VLT (veículo leve sobre trilhos) e de implantação de BRT (bus rapid transit). A rede atual conta com 83 km. No caso de Campinas, o estudo também prevê uma redução de 14% no tempo médio de deslocamento e de 477 vítimas evitadas por ano.
Curitiba
A região metropolitana de Curitiba (PR) tem potencial para ampliar para 206 quilômetros (km) a rede de transporte público coletivo de média e alta capacidade (TPC-MAC) com previsão de investimentos de R$ 11,73 bilhões a R$ 22,74 bilhões e atendimento a 915,19 mil passageiros/dia.
A expansão projetada para a capital paranaense está prevista por meio de sete projetos de implantação de VLT (veículo leve sobre trilhos), de implantação do metrô e de extensão e implantação de BRT (bus rapid transit). A rede atual conta com 114 km. No caso de Curitiba, o estudo também prevê uma redução de 24% no tempo médio de deslocamento e de 1.065 vítimas evitadas por ano.
Florianópolis
A Região Metropolitana de Florianópolis (SC) tem potencial para implantar a primeira rede de transporte público coletivo de média e alta capacidade (TPC-MAC), com 77 quilômetros, previsão de investimentos de R$ 3,8 bilhões e atendimento a 300,67 mil passageiros/dia.
A expansão projetada para a capital catarinense está prevista por meio de seis projetos de implantação de novos BRT (bus rapid transit). No caso de Florianópolis, o estudo também prevê uma redução de 21% no tempo médio de deslocamento e de 538 vítimas evitadas por ano.
Goiânia
A região metropolitana de Goiânia (GO) tem potencial para ampliar para 134 quilômetros (km) a rede de transporte público coletivo de média e alta capacidade (TPC-MAC) com previsão de investimentos de R$ 4,72 bilhões e atendimento a 269,8 mil passageiros/dia.
A expansão projetada para a região está prevista por meio de sete projetos de extensão ou implantação de novos BRT (bus rapid transit). A rede atual conta com 31 km. No caso da capital de Goiás, o estudo também prevê uma redução de 14% no tempo médio de deslocamento e de 329 vítimas evitadas por ano.
João Pessoa
A região metropolitana de João Pessoa (PB) tem potencial para implantar a primeira rede de transporte público coletivo de média e alta capacidade (TPC-MAC), com 63 quilômetros (km), previsão de investimentos de R$ 1,74 bilhão a R$ 3,46 bilhões e atendimento a 600,55 mil passageiros/dia.
A construção projetada para a capital paraibana está prevista por meio de quatro projetos de corredores de ônibus e um projeto para o trecho Aeroporto–Bessa com BRT (bus rapid transit) ou VLT. No caso de João Pessoa, o estudo também prevê uma redução de 30% no tempo médio de deslocamento e de 138 vítimas evitadas por ano.
Maceió
A região metropolitana de Maceió (AL) tem potencial de receber a primeira rede de transporte público coletivo de média e alta capacidade (TPC-MAC), com 42 quilômetros (km), previsão de investimentos entre R$ 1,4 bilhão e R$ 2,08 bilhões e atendimento a 259,48 mil passageiros/dia.
A expansão projetada para a capital alagoana está prevista por meio de dois projetos de implantação de corredores de ônibus e três projetos de BRT, um deles podendo ser implantado alternativamente como VLT. No caso de Maceió, o estudo também prevê uma redução de 7% no tempo médio de deslocamento e de 187 vítimas evitadas por ano.
Manaus
A região metropolitana de Manaus (AM) tem potencial para implantar a primeira rede de transporte público coletivo de média e alta capacidade (TPC-MAC), com 48 quilômetros, previsão de investimentos de R$ 2,85 bilhões e atendimento a 339,7 mil passageiros/dia.
A expansão projetada para a capital amazonense está prevista por meio de quatro projetos de implantação de novos BRT (bus rapid transit). No caso de Manaus, o estudo também prevê uma redução de 7% no tempo médio de deslocamento e de 248 vítimas evitadas por ano.
Natal
A região metropolitana de Natal (RN) tem potencial para ampliar para 77 quilômetros (km) a rede de transporte público coletivo de média e alta capacidade (TPC-MAC) com previsão de investimentos de R$ 2,55 bilhões a R$ 6,19 bilhões e atendimento a 533,17 mil passageiros/dia.
A expansão projetada para a região está prevista por meio de três projetos de corredores de ônibus e dois projetos de BRT (bus rapid transit), que podem ser implantados alternativamente na tecnologia VLT (veículo leve sobre trilhos). A rede atual conta com 3 km. No caso de Natal, o estudo também prevê uma redução de 18% no tempo médio de deslocamento e de 260 vítimas evitadas por ano.
Recife
A Região Metropolitana do Recife (PE) tem potencial para ampliar para 150 quilômetros (km) a rede de transporte público coletivo de média e alta capacidade (TPC-MAC) com previsão de investimentos de R$ 8,96 bilhões a R$ 18,17 bilhões e atendimento a 1,42 milhões de passageiros/dia.
A expansão projetada para a capital pernambucana está prevista por meio de um projeto de requalificação de metrô e cinco projetos de BRT (bus rapid transit) que podem ser implantados alternativamente na tecnologia VLT. A rede atual conta com 68 km. No caso do Recife, o estudo também prevê uma redução de 22% no tempo médio de deslocamento e de 605 vítimas evitadas por ano.
Salvador
A região metropolitana de Salvador (BA) tem potencial de ampliar para 171 quilômetros (km) a rede de transporte público coletivo de média e alta capacidade (TPC-MAC) com previsão de investimentos entre R$ 11,47 e 13,14 bilhões e atendimento a 1,30 milhão de passageiros/dia.
A expansão projetada para a capital baiana está prevista por meio de um projeto de extensão de metrô, um de implantação de corredor central, um de implantação de BRT e seis projetos de implantação ou extensão de VLT, dos quais dois podem ser implantados alternativamente na tecnologia BRT (bus rapid transit) elétrico. A rede atual conta com 64 km. No caso de Salvador, o estudo também prevê uma redução de 4% no tempo médio de deslocamento e de 868 vítimas evitadas por ano.
São Luís
A região metropolitana de São Luís (MA) tem potencial de implantar a primeira rede de transporte público coletivo de média e alta capacidade (TPC-MAC), com 53 quilômetros, previsão de investimentos de R$ 2,05 a R$ 5,40 bilhões e atendimento a 880,75 mil passageiros/dia.
No estudo, a expansão projetada para a capital maranhense está prevista por meio de dois projetos de corredores de ônibus e quatro projetos de BRT (bus rapid transit) elétrico. Eles podem ser implantados alternativamente com a tecnologia VLT (veículo leve sobre trilhos). No caso de São Luís, o estudo também prevê uma redução de 14% no tempo médio de deslocamento e de 602 vítimas evitadas por ano.
Com informações da Agência BNDES de Notícias.
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