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Doação de sangue

Tatuagem e piercing: governo reduz prazo para voltar a doar sangue

Portaria do Ministério da Saúde reduz o prazo de espera para doação para quem fez tatuagem, maquiagem definitiva ou procedimentos estéticos

13 AGO 2026 - 09H55 • Por Wilson Lopes
Com as novas regras para doação de sangue no Brasil, para quem fez tatuagem, maquiagem definitiva ou procedimentos estéticos a doação poderá ocorrer após sete dias, desde que os procedimentos tenham sido feitos com as normas de segurança - Freepik

A partir de outubro, entram em vigor novas regras para doação de sangue no Brasil. Uma das mudanças é a redução do prazo de espera para doação para quem fez tatuagem, maquiagem definitiva ou procedimentos estéticos (aplicação de botox, preenchimento e microagulhamento).

Nesses casos, a doação poderá ocorrer após sete dias, desde que os procedimentos tenham sido feitos em locais em conformidade com as normas de segurança. Se não for possível a avaliação de segurança do local, o prazo sobe para quatro meses.

Para aqueles que têm piercing na boca ou na região genital, a doação de sangue poderá ser feita quatro meses depois da retirada.

O prazo ficará menor também para quem passou por endoscopia ou utilizou anabolizantes sem prescrição médica. Pela nova regra, cai de seis para quatro meses

O novo regulamento foi estabelecido pela Portaria GM/MS nº 11.685/2026, publicada em 3 de julho. De acordo com o Ministério da Saúde, os novos critérios reforçam "a segurança das transfusões e a rastreabilidade do sangue e orientam os serviços de hemoterapia de acordo com os avanços laboratoriais e o cenário epidemiológico atual", protegendo quem doa e quem recebe as transfusões.  

A pasta cita a adoção do exame NAT Plus, desenvolvido por Bio-Manguinhos/Fiocruz, que detecta HIV, hepatites B e C e também o parasita causador da malária nas bolsas e amostras de sangue. Com a triagem da malária, pessoas que estiveram em áreas endêmicas ou expostas a regiões de mata, bosque ou floresta poderão doar em 30 dias, sem necessidade de esperar até um ano, como é atualmente. 

As bolsas e amostras serão identificadas pelo padrão internacional ISBT 128, que possibilita a rastreabilidade em todas as etapas (coleta, transfusão e envio do plasma para produção de remédios) e diminui o risco de erros de identificação. 

Os concentrados de plaquetas terão validade prorrogada para até sete dias, e não mais cinco dias, o que permitirá o uso por mais pacientes com câncer, doenças hematológicas ou que necessitam de transfusões frequentes. 

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Doadores com mais de 70 anos

Idosos com 70 anos ou mais poderão doar sangue. Atualmente, essa é a idade limite. O novo regulamento permite aos doadores regulares realizarem a doação ao completar 70 anos, desde que estejam saudáveis, respeitem a frequência e intervalos da faixa etária e estejam aptos na avaliação clínica do serviço de hemoterapia. 

Uma das mudanças mais importantes: quem teve câncer

A nova regulamentação passa a permitir, em determinadas situações, que pessoas que tiveram câncer voltem a doar cinco anos após o término do tratamento, desde que estejam em remissão e sem doença ativa.

Continuam como impedimento definitivo, segundo os critérios divulgados, melanoma e neoplasias hematológicas, como leucemias, linfomas e mielomas.

Novas doenças passam a ter critérios específicos

A portaria atualiza a lista de doenças que podem gerar inaptidão temporária, incluindo:

Como doar sangue? 

Veja quais são os critérios para doar sangue: 

Basta procurar o hemocentro mais próximo e consultar os horários de atendimento. É preciso passar pela triagem que irá avaliar se o candidato está apto para doar.

Com informações da Agência Brasil.

Acesse a Portaria GM/MS nº 11.685/2026