Cerrado concentra 43% dos focos de fogo
Brasil registra 38,8 mil focos de fogo até agosto, e Cerrado e Amazônia concentram 78% das detecções do país
25 AGO 2026 - 10H48 • Por Wilson LopesO Brasil acumulou 38.859 focos de fogo ativo entre 1.º de janeiro e 24 de agosto de 2026, segundo os dados do Programa Queimadas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). O Cerrado lidera o registro, com 16.594 focos, seguido pela Amazônia, com 13.615. Somados, os dois biomas respondem por 77,7% de todas as detecções no período.
O monitoramento do INPE é feito por satélites e registra pontos de fogo detectados na superfície, não equivalendo diretamente ao número de incêndios nem à área queimada.
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O Cerrado responde sozinho por 42,7% do total nacional. A Amazônia aparece em segundo lugar, com 35%. A diferença entre os dois biomas é de 2.979 focos, o que mostra a concentração das ocorrências nas duas regiões.
A Mata Atlântica aparece na terceira posição, com 4.352 focos, equivalente a 11,2% do total. Em seguida está a Caatinga, com 3.761, ou 9,7%.
Os números são significativamente menores nos dois biomas do Sul e do Centro-Oeste: o Pantanal registrou 324 focos, correspondentes a 0,8% do total, enquanto o Pampa teve 213, cerca de 0,5%.
Concentração
Os dados revelam uma forte concentração espacial dos focos. Mais de três em cada quatro detecções ocorreram no Cerrado ou na Amazônia durante o período analisado.
O resultado também evidencia uma diferença expressiva entre os biomas. O Cerrado registrou cerca de 78 vezes mais focos que o Pampa e aproximadamente 51 vezes mais que o Pantanal.
Essa comparação, contudo, deve ser interpretada com cautela. A quantidade de focos detectados depende de fatores como condições meteorológicas, cobertura vegetal, características das queimadas e capacidade de detecção dos satélites. Por isso, o número de focos não deve ser utilizado isoladamente para medir a extensão dos danos provocados pelo fogo.
O Programa Queimadas do INPE mantém séries históricas mensais desde 1998 e disponibiliza dados de focos, eventos de fogo e área queimada, permitindo análises diferentes sobre a ocorrência e a dimensão dos incêndios e queimadas no território brasileiro.
Recorte parcial de 2026
Outro ponto relevante é que os 38.859 focos não representam o total de 2026. O levantamento do INPE vai somente até 24 de agosto, portanto ainda não contempla os meses tradicionalmente associados à intensificação das queimadas em diversas áreas do país.
O INPE mantém o painel de monitoramento atualizado e disponibiliza os dados em diferentes escalas temporais.
Com informações do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).
@inpe.oficial @governogoias
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