Mapa de risco: veja onde o Itamaraty recomenda evitar viagens
Ministério das Relações Exteriores desaconselha viagens para o Irã, Israel, Iémen, Faixa de Gaza e sul do Líbano, além de países do Golfo, Palestina, Síria, Iraque, Líbano, Jordânia e Ucrânia
29 AGO 2026 - 11H12 • Por Wilson LopesO Ministério das Relações Exteriores mantém recomendações de segurança para brasileiros que pretendem viajar a países e regiões afetados por conflitos armados e instabilidade política. Entre os destinos com alertas estão áreas do Oriente Médio, como a Faixa de Gaza, o sul do Líbano, o Iémen, Israel e o Irã, enquanto outros países da região recebem orientações para que deslocamentos não essenciais sejam evitados.
A Ucrânia também está expressamente incluída nas orientações do Itamaraty: o governo brasileiro recomenda que seus cidadãos evitem viagens ao país enquanto durar a guerra russo-ucraniana.
A recomendação para a Ucrânia é mais abrangente do que uma simples orientação para regiões próximas à frente de combate. Segundo o alerta consular da Embaixada do Brasil em Kiev, ataques ocorrem com frequência em diferentes partes do território ucraniano. O Itamaraty também orienta brasileiros que não possam deixar o país a procurar abrigos indicados pelas autoridades locais e recomenda atenção especial às regiões próximas às frentes de combate, consideradas de risco elevado.
A existência de recomendações diferentes para países do Oriente Médio não significa que todos estejam classificados pelo governo brasileiro como destinos “proibidos”. As orientações consulares são baseadas na situação de segurança de cada local e podem variar entre um país inteiro e áreas específicas. Por isso, a classificação deve ser lida como uma recomendação de segurança para o viajante, e não como uma restrição jurídica à entrada de brasileiros.
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Entre os locais citados nas orientações estão Irã, Israel, Iémen, Faixa de Gaza e sul do Líbano, além de Palestina, Síria, Iraque, Líbano e Jordânia. Também aparecem países do Golfo, como Catar, Kuwait, Emirados Árabes Unidos, Bahrein e Arábia Saudita, em recomendações relacionadas ao contexto de segurança regional.
O principal paradoxo é que a percepção de risco de um destino não pode ser medida apenas pela existência ou ausência de um país em uma lista. A Ucrânia, por exemplo, não deve ser apresentada como um país sem recomendação do governo brasileiro. O Portal Consular registra de forma direta a orientação para que brasileiros evitem viagens ao território ucraniano durante a guerra.
A invasão da Rússia em larga escala na Ucrânia começou em 24 de fevereiro de 2022. Em agosto de 2026, o conflito se aproxima de quatro anos e meio.
A orientação do Itamaraty também deve ser entendida no contexto da assistência consular. Em situações de conflito, a capacidade do governo brasileiro de prestar auxílio pode ser limitada pela própria deterioração das condições de segurança, pela interrupção de transportes e pela impossibilidade de acesso a determinadas regiões.
Para o viajante brasileiro, a recomendação central é verificar o Portal Consular e os alertas da representação diplomática brasileira no destino imediatamente antes da viagem. Em situações de conflito, as condições podem mudar em poucas horas.
Com informações do Ministério das Relações Exteriores.
@itamaratygovbr
Acesse o site do Ministério das Relações Exteriores