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42 mortes em SP

Taubaté lidera mortes por dengue entre municípios paulistas

Araçatuba, Presidente Prudente e São José do Rio Preto lideram casos confirmados de dengue, em relação ao número de habitantes

10 SET 2026 - 10H15 • Por Wilson Lopes
Taubaté responde sozinho por 26,2% das mortes relacionadas à dengue identificadas nos dados - Prefeitura Taubaté (SP)

São Paulo registrou 42 mortes por dengue em 2026 até 5 de setembro, segundo os dados analisados no painel do Núcleo de Informações Estratégicas em Saúde (NIES), da Secretaria de Estado da Saúde. Os óbitos estão distribuídos por 24 municípios paulistas, com maior concentração em Taubaté, que soma 11 mortes, seguido por Tremembé, São Paulo e Jacareí, com três óbitos cada. Dracena e Nova Granada aparecem com duas mortes cada, enquanto outros 18 municípios registram um óbito. O levantamento também contabiliza dezenas de milhares de casos confirmados da doença no estado.

Taubaté responde sozinho por 26,2% das mortes relacionadas à dengue identificadas nos dados. Somados, Taubaté, Tremembé e Jacareí concentram 17 dos 42 óbitos, o equivalente a 40,5% do total. A distribuição mostra que as mortes não estão restritas às regiões com maior população ou necessariamente às que apresentam o maior número absoluto de casos.

Entre os municípios com um óbito estão Junqueirópolis, Mendonça, Mirandópolis, Mongaguá, Narandiba, Tupi Paulista, Porto Feliz, Salto, Santo André, São José dos Campos, Americana, Araçatuba, Balbinos, Barretos, Barrinha, Birigui, Cabreúva e Cotia. O conjunto evidencia a presença da doença em diferentes áreas do território paulista.

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A análise dos dados também reforça a diferença entre número absoluto de casos e incidência. O primeiro indica quantas pessoas foram diagnosticadas; o segundo relaciona os registros ao tamanho da população e permite comparar municípios de portes diferentes. Assim, uma cidade pequena pode apresentar uma incidência elevada mesmo sem figurar entre aquelas com maior quantidade total de casos.

Entre as regiões que apresentam os maiores coeficientes de casos confirmados por 100 mil habitantes estão Araçatuba, Presidente Prudente e São José do Rio Preto, além de Taubaté, Barretos e Franca. No caso de Araçatuba, aparecem entre os municípios de maior incidência Birigui, Mirandópolis, Nova Independência e Buritama. Em Presidente Prudente, destacam-se São João do Pau d’Alho, Narandiba e Nova Guataporanga.

O cenário paulista de 2026, entretanto, é significativamente diferente do registrado no ano anterior. Até o início de setembro de 2025, o estado já havia contabilizado mais de 800 mil casos, enquanto em 2026 o número estava na casa dos 58 mil casos confirmados no mesmo período. Também houve redução expressiva no número de municípios em situação epidêmica.

A queda estadual não significa distribuição uniforme da doença. Os dados mostram a permanência de áreas de transmissão mais intensa, sobretudo no interior, o que exige que a leitura do cenário considere simultaneamente o número total de casos, a incidência proporcional à população e a ocorrência de mortes.

Outro fator de atenção é a sazonalidade. O período mais favorável à circulação do vírus da dengue coincide com meses de maior calor e chuva, condições que podem favorecer a reprodução do Aedes aegypti, mosquito transmissor da doença. Por isso, os registros acumulados ao longo do ano não representam necessariamente o comportamento futuro da transmissão.

A Prefeitura de Taubaté publicou (15/04/2025) decreto que declara situação de emergência e alerta epidemiológico no município, caracterizado por epidemia de dengue, e adota medidas de contenção da proliferação do mosquito transmissor da dengue, chikungunya e zika, o Aedes aegypti (Prefeitura Taubaté/SP)

Onde estão as mortes

A distribuição municipal dos 42 óbitos mostra uma concentração importante em Taubaté, mas também uma dispersão geográfica significativa. Além dos municípios do Vale do Paraíba, há registros em cidades do oeste paulista, noroeste, litoral, Região Metropolitana de São Paulo e outras áreas do estado.

O dado merece atenção porque mortes e incidência não são necessariamente proporcionais. Um município pode apresentar elevada incidência e poucos óbitos, enquanto outro pode registrar menos casos, mas concentrar maior número de mortes. Entre os fatores que podem influenciar esse resultado estão a idade dos pacientes, condições de saúde preexistentes, gravidade dos casos, diagnóstico e acesso ao atendimento — aspectos que não podem ser determinados apenas pela tabela de óbitos.

Distribuição dos 42 óbitos

Com 1 óbito cada: Junqueirópolis, Mendonça, Mirandópolis, Mongaguá, Narandiba, Tupi Paulista, Porto Feliz, Salto, Santo André, São José dos Campos, Americana, Araçatuba, Balbinos, Barretos, Barrinha, Birigui, Cabreúva e Cotia.

Com informações do Núcleo de Informações Estratégicas em Saúde (NIES).
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Acesse o Núcleo de Informações Estratégicas em Saúde (NIES) de São Paulo