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Top 100 City Destinations

Bangkok lidera ranking mundial de chegadas internacionais

Ranking da Euromonitor mostra concentração do turismo internacional em grandes hubs, destinos de lazer e centros religiosos, e as dez primeiras cidades responderam por 30% de toda a circulação turística internacional

18 SET 2026 - 10H43 • Por Wilson Lopes
O volume coloca Bangkok, capital da Tailândia, à frente de Hong Kong, Londres e Macau e confirma a concentração dos fluxos turísticos globais em um grupo restrito de grandes destinos - Magnific

Bangkok, na Tailândia, foi a cidade que registrou o maior número de chegadas internacionais em 2025, com 30,3 milhões, segundo a Euromonitor International. O volume coloca a capital tailandesa à frente de Hong Kong, Londres e Macau e confirma a concentração dos fluxos turísticos globais em um grupo restrito de grandes destinos. O número, porém, representa chegadas e não necessariamente pessoas diferentes: um mesmo viajante pode realizar mais de uma viagem no ano ou passar por diferentes cidades durante uma única viagem.

O resultado chama atenção também pelo movimento contrário ao crescimento global. Bangkok registrou queda de 7% nas chegadas em relação a 2024, quando havia alcançado aproximadamente 32,4 milhões. Mesmo assim, permaneceu com uma vantagem de 7,1 milhões de chegadas sobre Hong Kong, segunda colocada, e de 7,6 milhões sobre Londres, terceira.

Hong Kong recebeu 23,2 milhões de chegadas internacionais, crescimento de 6%. Londres chegou a 22,7 milhões, alta de 4%. Na quarta posição, Macau registrou 20,4 milhões, avanço de 14% — o maior crescimento entre as quatro primeiras colocadas. Istambul, na Turquia, apareceu em quinto, com 19,7 milhões e crescimento de 6%.

Dubai ficou em sexto lugar, com 19,5 milhões de chegadas e crescimento de 7%. Meca, na Arábia Saudita, registrou 18,7 milhões, também com alta de 7%. Antália, na Turquia, recebeu 18,6 milhões, avanço de 8%. Paris, na França, somou 18,3 milhões, enquanto Kuala Lumpur, na Malásia, alcançou 17,3 milhões.

A composição do ranking revela diferentes modelos de turismo. Bangkok e Londres funcionam como grandes portas de entrada internacionais, apoiadas por conectividade aérea e diversidade de mercados. Dubai combina turismo, negócios e sua posição como importante hub de aviação. Antália tem forte perfil de turismo de lazer. Meca apresenta uma dinâmica distinta, fortemente relacionada às peregrinações religiosas. Macau, por sua vez, concentra grande parte de sua demanda em visitantes procedentes da China continental e de Hong Kong.

Turismo mundial bate recorde, mas fluxo permanece concentrado

Em escala global, 2025 terminou com cerca de 1,52 bilhão de chegadas internacionais, crescimento de 4% sobre o ano anterior. As 100 cidades analisadas pela Euromonitor concentraram 702 milhões dessas chegadas, aproximadamente 46% do fluxo mundial.

As dez primeiras cidades responderam por 208,7 milhões de chegadas. Isso equivale a aproximadamente 29,7% de todo o fluxo registrado pelas 100 cidades. O dado mostra como uma parcela relativamente pequena de destinos concentra uma parte significativa da circulação turística internacional.

A Ásia e o Pacífico aparecem entre os principais vetores de expansão. A região registrou 331 milhões de chegadas internacionais em 2025, crescimento de 6%, enquanto a Europa permaneceu como o maior mercado regional, com 793 milhões e alta de 4%.

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Paris lidera outro ranking da Euromonitor

A posição de Bangkok precisa ser interpretada corretamente. Ela lidera o ranking de chegadas internacionais, mas não o ranking geral de cidades turísticas da Euromonitor.

No Top 100 City Destinations Index 2025, Paris aparece em primeiro lugar pelo quinto ano consecutivo. O índice combina mais de 50 indicadores em seis áreas: desempenho econômico e empresarial, desempenho turístico, infraestrutura, política e atratividade turística, saúde e segurança e sustentabilidade. Madrid ficou em segundo, Tóquio em terceiro, Roma em quarto e Milão em quinto.

A diferença entre os rankings é relevante. Uma cidade pode receber enorme quantidade de visitantes e, ao mesmo tempo, apresentar desafios relacionados à infraestrutura, sustentabilidade, congestionamento e qualidade de vida. Por isso, a Euromonitor aponta uma mudança de estratégia no setor: destinos passam a buscar não apenas mais visitantes, mas turistas que permaneçam mais tempo, gastem mais e produzam menor pressão sobre os recursos urbanos.

O ranking, portanto, não deve ser interpretado como uma classificação das “melhores cidades para turismo”. Ele mede principalmente o volume de chegadas internacionais. Para avaliar o impacto econômico do turismo, seria necessário cruzar os dados com permanência média, gasto por visitante, sazonalidade, capacidade hoteleira, infraestrutura, pressão sobre imóveis e efeitos sobre a população residente.

Com informações da Euromonitor International.
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