A ‘Lista do Patrimônio da Nova Zelândia’ relaciona aproximadamente 6.000 lugares que contam a rica e diversificada herança histórica e cultural local. A lista inclui sítios arqueológicos, monumentos, lugares de significado ancestral e sagrados no sentido tradicional, espiritual, ritual ou mitológico.
Entre eles, um se destaca pela originalidade. A começar pelo nome: Taumatawhakatangihangakoauauotamateaturipukakapikimaungahoronukupokaiwhenuakitanatahu.
A quem deseja conhecer, fica no número 510 da Wimbledon Road, em Porangahau, um pequeno município próximo à costa do Pacífico, na Baía de Hawke, no sudeste da Ilha Norte da Nova Zelândia.
Taumata, para simplificar o impronunciável palavrão de 85 letras, reconhecido pelo Guinness World Records como o nome de um lugar mais longo do mundo, nada mais é do que o nome de uma colina, de 305 metros de altura.
Com informações de Heritage New Zealand Pouhere Taonga e Wikipedia.
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A colina fica em Porangahau, um pequeno município próximo à costa do Pacífico, na Baía de Hawke, no sudeste da Ilha Norte da Nova Zelândia (itravelNZ/Wikipedia)
Segundo a crença local, os Maori, povo indígena originário da Polinésia que chegou às ilhas entre os séculos IX e XIII, propagou uma cultura rica e tradições vibrantes, que incluem a arte da tatuagem facial (Moko), o Haka (dança de grupo), o Whaikorero (oratória) e o Marae (casa de encontro). Desde 1980, o Māori tornou-se idioma oficial, ao lado do inglês.
E é da cultura Maori o mito que um famoso chefe e guerreiro, Tamatea, enquanto viajava pelos campos de Porangahau, se confrontou com outra tribo, com a qual teve que lutar. Na batalha, seu irmão foi morto, causando profunda dor em Tamatea. Como lamento, ele se pôs a tocar uma koauau (flauta) todas as manhãs no alto da colina.
Desde então, a colina passou a ser conhecida na linguagem Maori como Taumatawhakatangihangakoauauotamateaturipukakapikimaungahoronukupokaiwhenuakitanatahu, o que significa em tradução livre “o lugar onde Tamatea, o homem de joelhos grandes, o alpinista, o deslizador, o engolidor de terra que viajava por aí, tocava a flauta nasal para seus entes queridos”.
Há variações da lenda, como a que substitui o irmão de Tamatea por sua amada. Mas essa versão é menos apreciada pelos nativos. O local está atualmente situado em uma propriedade particular, sendo necessária permissão para poder acessá-lo.
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