A Confederação Nacional de Municípios (CNM) realizou um levantamento acerca dos danos e prejuízos causados por temporais nos meses de janeiro e fevereiro (até 26/02/2026). Segundo a CNM, as chuvas já afetaram 377 municípios brasileiros e causaram desastres como inundações, enxurradas, alagamentos e deslizamentos, somando 548 decretos de anormalidade. Só nesse período, foram apontados mais de R$ 1,4 bilhão em prejuízos econômicos, ambientais, materiais e estruturais em toda a região.
Nos últimos dias, os temporais que ocorreram em todo o país já afetaram 1,1 milhão de pessoas, com mais de 25,2 mil desabrigadas e desalojadas. Um total de 72 pessoas perderam suas vidas em municípios localizados em Minas Gerais: 48 em Juiz de Fora e 6 em Ubá. Além das perdas humanas, a cidade de Ubá registrou prejuízo de R$ 313,7 milhões.
A CNM ressalta que os prejuízos aos cofres públicos municipais já somam R$ 630,2 milhões. Foram 12,5 mil casas danificadas e/ou destruídas, somando um impacto de R$ 77,8 milhões. O setor privado, como agricultura, pecuária, indústria e comércio, teve um prejuízo de R$ 771,6 milhões. A fonte é a plataforma S2Id/MIDR, com dados das Defesas Civis Estaduais e Municipais.
Além dos prejuízos nos municípios destacados acima, as localidades de Santa Carmem (MT), São João de Meriti (RJ) e Formiga (MG) registram perdas econômicas de R$ 171,9 milhões, R$ 97,3 milhões e R$ 91,7 milhões, respectivamente.
De acordo com a Lei 12.608/2012, que rege o Sistema Nacional de Proteção e Defesa Civil (Sinpdec), nos casos de desastres, é dever da União e dos Estados apoiar os municípios nas ações de buscas, socorro e assistência humanitária, monitoramento, prevenção, recuperação e reconstrução.
Assim, a entidade destaca orientações importantes para os gestores que necessitem solicitar assistência humanitária e recursos financeiros à União para recuperação e reconstrução das áreas destruídas e danificadas pelas chuvas.
Confira:
- Nas ocorrências de desastres, acione as defesas civis estaduais e da União para solicitar ações de socorro e assistência humanitária para a população atingida, além de efetuar a decretação municipal e avaliação dos danos e prejuízos;
- Solicite o reconhecimento de anormalidade diretamente à União, por meio do S2iD, onde também deve ser inserido o plano de trabalho para formalizar a solicitação de recursos financeiros para ações de resposta, como assistência humanitária (água, colchões, cestas básicas, dentre outros), além de obras emergenciais como reconstrução de pontes, asfaltamento, limpeza urbana, sistemas de drenagem, entre outros.
A CNM alerta que o Sinpdec determina que a União, Estados, Distrito Federal e municípios devem atuar de forma articulada para reduzir os riscos de desastres. Porém, na prática, os Municípios enfrentam dificuldades para cumprir suas responsabilidades. Um dos principais desafios é a falta de apoio técnico e financeiro para mapear áreas de risco e produzir alertas antecipados, tarefa essencial para a elaboração e execução dos Planos de Contingência.
Conclima
Nesse contexto, a CNM lidera a criação do Consórcio Nacional para Gestão Climática e Prevenção de Desastres (Conclima) para fortalecer a atuação dos Municípios na prevenção e resposta a desastres e na adaptação às mudanças do clima. O Conclima apoiará os Municípios com orientação técnica, elaboração de planos exigidos por lei e planos de trabalho para captação de recursos, promovendo sustentabilidade e resiliência nos Municípios consorciados.
Com informações da Agência CNM de Notícias.
@portalcnm






