Apenas seis estados alcançaram mais de 80 pontos no Índice de Transparência e Governança Pública (ITGP/2025), publicado pela Transparência Internacional – Brasil. A lista é liderada pelo Espírito Santo (95,0), seguida por Goiás (93,4), Minas Gerais (89,1), Ceará (89,0), Distrito Federal (85,1) e Alagoas (81,3).
Segundo o relatório, a edição 2025 revela que, mesmo com o aumento de verbas, os governos estaduais brasileiros continuam apresentando falhas significativas na transparência de emendas parlamentares e de obras públicas. Apesar de avanços em outras áreas, esses dois temas seguem como os principais gargalos da transparência pública no país.
Para chegar à nota de cada estado, pesquisadores analisaram 106 critérios, distribuídos em oito dimensões temáticas (Plataformas, Transformação Digital, Dados, Administração e Governança, Legal, Transparência Financeira e Orçamentária, Obras Públicas, Participação Social).
A metodologia inclui coleta direta de dados em sites oficiais e redes sociais, seguida de uma etapa de revisão em que os governos podem contestar a nota atribuída preliminarmente e realizar ajustes antes da divulgação final.
O ITGP é calculado em uma escala de zero a 100 pontos. A média nacional foi de 69,8 pontos, classificada como “boa”. Nenhum estado ficou nas faixas “ruim” e “péssimo”, mas a avaliação revelou falhas graves em áreas estratégicas para a integridade pública.
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Emendas e obras públicas: o principal gargalo
Conforme o relatório, a falta de transparência sobre emendas parlamentares e obras públicas foi um dos principais problemas identificados pelo ITGP 2025.
“Apenas três estados (Acre, Distrito Federal e Minas Gerais) divulgam integralmente informações sobre emendas estaduais. No caso das emendas federais, 13 estados não publicam os planos de trabalho das chamadas ‘emendas PIX’, enquanto outros 12 não apresentam dados completos sobre os recursos recebidos. Dois Estados sequer divulgam qualquer tipo de informação sobre emendas federais”.
Em relação às obras públicas, detalha o estudo, apenas dois estados (Ceará e Goiás) possuem plataformas com dados completos sobre execução física e financeira.
“A maioria dos governos não informa localização, imagens, percentual de execução, atrasos ou paralisações. Além disso, 13 estados não disponibilizam informações completas sobre as licenças ambientais (sendo que seis não divulgam informação alguma) e 20 não divulgam dados sobre audiências públicas relacionadas às licitações”.
Dos 27 estados avaliados, 26 realizaram mudanças após receberem as notas preliminares, o que resultou em 490 melhorias. Estados como Alagoas, Amazonas, Ceará e Maranhão se destacaram com mais de 30 mudanças cada, evidenciando o impacto prático do índice.
Com informações da Transparência Internacional (TI).
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