O Teatro de Bonecos Popular do Nordeste (TBPN) agora conta com um plano de salvaguarda, documento composto por um conjunto de medidas e ações destinadas a proteger e promover esse patrimônio, garantindo que essas tradições, práticas e expressões culturais sejam mantidas e transmitidas às futuras gerações.
O plano está dividido em quatro eixos:
- Eixo 1 - Mobilização social e alcance da política
- Eixo 2 - Gestão participativa no processo de salvaguarda
- Eixo 3 - Difusão e valorização
- Eixo 4 - Produção e reprodução cultural
Essas ações buscam direcionar os esforços para a sustentabilidade cultural, criando condições sociais, econômicas, políticas e ambientais adequadas para que o bem possa existir e ser praticado, propondo ações preventivas e corretivas diante de possíveis ameaças.
Entre as ações futuras, o plano prevê articulação com outras instâncias governamentais para proteção do bem, atividades educativas sobre a importância do Teatro de Bonecos em escolas, mapeamento dos bonequeiros e difusão do TBPN.
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O Plano de Salvaguarda aponta para ações de educação, cidadania e saúde para os bonequeiros, bem como estratégias de aposentadoria, fomento de associações representativas, campanhas de divulgação do bem cultural e a contratação de bonequeiros nos eventos públicos (municipais, estaduais e federais) – (Davi Mello/Iphan)Patrimônio Cultural
O TBPN é registrado como Patrimônio Cultural Brasileiro pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) desde 2015. A inscrição do bem cultural foi feita no Livro de Registro das Formas de Expressão, e as pesquisas para o registro abrangeram os estados do Ceará, Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte e o Distrito Federal.
O processo de registro teve início com a solicitação feita pela Associação Brasileira de Teatro de Bonecos (ABTB), no ano de 2004, no entanto, a concretização do processo se deu após a elaboração do dossiê composto por um estudo aprofundado da manifestação nos estados de Pernambuco, Rio Grande do Norte, Paraíba, Ceará e Distrito Federal entre os anos de 2008 e 2013.
A inscrição do bem cultural foi feita no Livro de Registro das Formas de Expressão e é fruto de uma densa pesquisa, responsável por identificar a expressão cultural nas múltiplas formas da brincadeira – o botar bonecos, nas características estéticas diversas demarcadas pelas singularidades presentes nas regiões estudadas, bem como as variações em sua denominação: Mamulengo, Babau, João Redondo e Cassimiro Coco, como é conhecido no Ceará.
Com informações do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).
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