O Brasil acumulou 38.859 focos de fogo ativo entre 1.º de janeiro e 24 de agosto de 2026, segundo os dados do Programa Queimadas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). O Cerrado lidera o registro, com 16.594 focos, seguido pela Amazônia, com 13.615. Somados, os dois biomas respondem por 77,7% de todas as detecções no período.
O monitoramento do INPE é feito por satélites e registra pontos de fogo detectados na superfície, não equivalendo diretamente ao número de incêndios nem à área queimada.
>>Siga a Agência Cidades no Instagram
>>Siga a Agência Cidades no Facebook
O Cerrado responde sozinho por 42,7% do total nacional. A Amazônia aparece em segundo lugar, com 35%. A diferença entre os dois biomas é de 2.979 focos, o que mostra a concentração das ocorrências nas duas regiões.
A Mata Atlântica aparece na terceira posição, com 4.352 focos, equivalente a 11,2% do total. Em seguida está a Caatinga, com 3.761, ou 9,7%.
Os números são significativamente menores nos dois biomas do Sul e do Centro-Oeste: o Pantanal registrou 324 focos, correspondentes a 0,8% do total, enquanto o Pampa teve 213, cerca de 0,5%.
Concentração
Os dados revelam uma forte concentração espacial dos focos. Mais de três em cada quatro detecções ocorreram no Cerrado ou na Amazônia durante o período analisado.
O resultado também evidencia uma diferença expressiva entre os biomas. O Cerrado registrou cerca de 78 vezes mais focos que o Pampa e aproximadamente 51 vezes mais que o Pantanal.
Essa comparação, contudo, deve ser interpretada com cautela. A quantidade de focos detectados depende de fatores como condições meteorológicas, cobertura vegetal, características das queimadas e capacidade de detecção dos satélites. Por isso, o número de focos não deve ser utilizado isoladamente para medir a extensão dos danos provocados pelo fogo.
O Programa Queimadas do INPE mantém séries históricas mensais desde 1998 e disponibiliza dados de focos, eventos de fogo e área queimada, permitindo análises diferentes sobre a ocorrência e a dimensão dos incêndios e queimadas no território brasileiro.
Goiás reforça o combate aos incêndios durante a estiagem, com 125 profissionais mobilizados diariamente nas unidades de conservação, além de equipes em 72 unidades operacionais e oito parques estaduais (Governo Goiás)Recorte parcial de 2026
Outro ponto relevante é que os 38.859 focos não representam o total de 2026. O levantamento do INPE vai somente até 24 de agosto, portanto ainda não contempla os meses tradicionalmente associados à intensificação das queimadas em diversas áreas do país.
O INPE mantém o painel de monitoramento atualizado e disponibiliza os dados em diferentes escalas temporais.
Com informações do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).
@inpe.oficial @governogoias
Acesse o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE)
Acesse o Programa Queimadas






