Até o final de 2028, em áreas remotas e localidades que ainda não possuem outra alternativa de comunicação, como telefonia móvel ou internet, os telefones públicos, chamados de ‘orelhões’, ainda permanecerão em funcionamento. Após essa data, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) anunciou a extinção dos 38.354 aparelhos instalados em todo o país.
A retirada iniciou em janeiro de 2026. Com o término dos contratos de concessão de telefonia fixa, as operadoras (Algar, Claro, Oi, Sercomtel e Telefonica) não são mais obrigadas a manter telefones públicos.
A medida marca o fim de uma era. Os orelhões, que chegaram a ser um ícone nas ruas brasileiras desde os anos 70, tornaram-se obsoletos diante da onipresença dos celulares.
A medida marca o fim de uma era, quando os orelhões chegaram a ser um ícone nas ruas brasileiras desde os anos 70 (Reprodução da foto publicada pelo jornal Nosso Tempo, em 1981)Dados da Anatel mostram que, em 2020, o Brasil ainda tinha 194.581 orelhões nas ruas, uma redução de 80,28% em relação ao final de 2025.
O telefone fixo também enfrenta uma considerável redução no número de linhas nos últimos dez anos (53,46%), diminuindo de 43.618.156 instalações (jan/2015) para 20.296.044 (nov/2025).
Já os telefones móveis encontram-se em patamar de estabilidade, com uma pequena redução em dez anos de 4%: de 281.720.211 linhas (jan/2015) para 270.253.889 (nov/2025).
Até o final de 2028, os orelhões permanecerão em funcionamento em áreas remotas e localidades que ainda não possuem outra alternativa de comunicação, como telefonia móvel ou internet (Prefeitura Rio)TELEFONE PÚBLICO (orelhão):
- 2020: 194.581
- 2025: 38.354
- Redução de 80,28%
TELEFONE FIXO:
- JAN/2015: 43.618.156
- NOV/2025: 20.296.044
- Redução de 53,46%
TELEFONE MÓVEL:
- JAN/2015: 281.720.211
- NOV/2025: 270.253.889
- Redução de 4%
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