As Eleições Gerais de 2026 terminaram o primeiro turno com uma disputa presidencial em aberto e 20 dos 26 estados elegendo seus governadores já neste domingo (4). No cenário nacional, Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foram os dois candidatos mais votados e disputarão a Presidência da República em segundo turno, marcado para 25 de outubro.
Segundo a totalização divulgada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), com 99,99% das urnas apuradas, Flávio Bolsonaro recebeu 56.104.268 votos, ou 47,03% dos votos válidos, enquanto Lula obteve 53.876.617 votos, equivalentes a 45,16%. Foram registrados ainda 2.300.781 votos brancos (1,84%) e 3.674.149 votos nulos (2,93%). O total de votos válidos chegou a 125.272.513.
A diferença entre os dois candidatos foi de aproximadamente 2,23 milhões de votos, o que deixa a eleição presidencial aberta para uma nova rodada de votação. Para vencer no primeiro turno, era necessário obter mais da metade dos votos válidos. Como nenhum candidato alcançou esse percentual, os dois mais votados avançam para o segundo turno.
O resultado consolida uma disputa polarizada entre dois projetos políticos de alcance nacional. Flávio Bolsonaro, de 45 anos, é senador pelo Rio de Janeiro e disputa pela primeira vez a Presidência. Lula, de 80 anos, atual presidente e candidato à reeleição, busca permanecer no Palácio do Planalto para um quarto mandato presidencial, considerando seus períodos anteriores no cargo.
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20 estados definem governador no primeiro turno
A eleição para governador foi decidida em primeiro turno em 20 estados, enquanto seis estados e o Distrito Federal terão segundo turno. Entre os estados que já definiram seus governadores estão oito do Nordeste, quatro do Norte, três do Sul, três do Centro-Oeste e dois do Sudeste.
Os eleitos no primeiro turno são:
- Alagoas: JHC (PSDB)
- Amapá: Dr. Furlan (PSD)
- Bahia: Jerônimo Rodrigues (PT), reeleito
- Ceará: Elmano de Freitas (PT), reeleito
- Goiás: Daniel Vilela (MDB), reeleito
- Maranhão: Eduardo Braide (PSD)
- Mato Grosso: Otaviano Pivetta (Republicanos), reeleito
- Mato Grosso do Sul: Eduardo Riedel (PP), reeleito
- Minas Gerais: Cleitinho Azevedo (Republicanos)
- Pará: Dr. Daniel (Podemos)
- Paraíba: Lucas Ribeiro (PP), reeleito
- Paraná: Sergio Moro (PL)
- Pernambuco: Raquel Lyra (PSD), reeleita
- Piauí: Rafael Fonteles (PT), reeleito
- Rio Grande do Sul: Luciano Zucco (PL)
- Rondônia: Marcos Rogério (PL)
- Roraima: Arthur Henrique (PL)
- Santa Catarina: Jorginho Mello (PL), reeleito
- São Paulo: Tarcísio de Freitas (Republicanos), reeleito
- Sergipe: Fábio Mitidieri (PSD), reeleito.
O resultado mostra, ao mesmo tempo, continuidade administrativa e renovação política. Governadores como Jerônimo Rodrigues, Elmano de Freitas, Daniel Vilela, Otaviano Pivetta, Eduardo Riedel, Lucas Ribeiro, Raquel Lyra, Rafael Fonteles, Jorginho Mello e Tarcísio de Freitas conseguiram permanecer no comando de seus estados. Em outras unidades, nomes que já ocupavam posições relevantes na política nacional assumirão pela primeira vez os governos estaduais, como Sergio Moro no Paraná e Cleitinho Azevedo em Minas Gerais.
Sete unidades ainda terão segundo turno
A disputa pelos governos do Acre, Amazonas, Espírito Santo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Tocantins e Distrito Federal será decidida em 25 de outubro.
No Acre, Mailza Assis (PP) terminou na frente, com 49,76% dos votos válidos, seguida por Alan Rick (Republicanos), com 32,27%.
No Amazonas, Omar Aziz (PSD) obteve 40,38% e enfrentará a Professora Maria do Carmo (PL), que alcançou 24,72%.
No Distrito Federal, Celina Leão (PP) ficou com 49,93%, enquanto Leandro Grass (PT) alcançou 34,48%.
No Espírito Santo, Lorenzo Pazolini (Republicanos) terminou com 49,65%, contra 34,06% de Ricardo Ferraço (MDB).
No Rio de Janeiro, Douglas Ruas (PL) teve 49,27% e disputará o segundo turno contra Eduardo Paes (PSD), que recebeu 42,76%.
No Rio Grande do Norte, a disputa foi uma das mais equilibradas: Allyson (União) teve 36,83% e Cadu de Lula (PT), 36,21% — diferença de apenas 0,62 ponto percentual.
No Tocantins, a Professora Dorinha (União) ficou em primeiro lugar, com 45,52%, seguida por Vicentinho Júnior (PSDB), com 43,94%.
Renovação de dois terços do Senado
Além das eleições para presidente e governador, os brasileiros escolheram 54 novos senadores, duas vagas por cada estado e pelo Distrito Federal. A renovação corresponde a dois terços das 81 cadeiras do Senado Federal.
Os novos senadores se juntarão aos 27 parlamentares eleitos em 2022 que ainda possuem mandato até 2031. Dessa forma, a composição do Senado a partir de 2027 será resultado da combinação entre os 54 eleitos neste ano e os 27 senadores que permanecerão na Casa.
A eleição para o Senado ocorre pelo sistema majoritário simples: em cada unidade da Federação, os dois candidatos mais votados são eleitos. Já a Câmara dos Deputados e as assembleias legislativas adotam o sistema proporcional, no qual a distribuição das cadeiras considera os votos recebidos pelos partidos e federações.
158,7 milhões de eleitores estavam aptos
O primeiro turno das eleições de 2026 mobilizou um dos maiores eleitorados da história brasileira. Segundo o TSE, 158.745.463 eleitoras e eleitores estavam aptos a votar no país. O número representa crescimento de 1,46%, ou 2.291.452 eleitores, em comparação com 2022.
Os eleitores escolheram presidente e vice-presidente, governador e vice-governador, dois senadores, deputado federal e deputado estadual ou distrital. No exterior, a votação ocorreu exclusivamente para presidente e vice-presidente.
Segundo turno será em 25 de outubro
A segunda etapa das Eleições 2026 será realizada no domingo, 25 de outubro. Na disputa presidencial, Flávio Bolsonaro e Lula voltarão às urnas em busca da maioria dos votos válidos.
Na mesma data, também haverá segundo turno para governador no Acre, Amazonas, Espírito Santo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Tocantins e Distrito Federal.
O primeiro turno deixa, portanto, um mapa político dividido: enquanto 20 estados já têm seus governadores definidos, sete unidades da Federação ainda decidirão quem comandará seus Executivos. No plano nacional, a Presidência também permanece indefinida, levando os dois candidatos mais votados novamente às urnas.
Para o eleitor, a campanha agora entra em uma nova fase, marcada por alianças, busca por apoios regionais e disputa pelos votos dos candidatos eliminados no primeiro turno. A decisão final sobre quem comandará o país pelos próximos quatro anos será conhecida em 25 de outubro de 2026.
Com informações do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
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