Com aporte de R$ 250 milhões do Governo de Goiás, as obras do Autódromo Internacional Ayrton Senna estão 95% concluídas. A pista receberá a elite mundial da motovelocidade, entre os dias 20 e 22 de março, para a segunda etapa do campeonato Mundial de MotoGP 2026.
Goiânia será a única sede na América Latina no calendário do campeonato mundial e volta a receber a prova após um hiato de mais de 20 anos sem corridas em solo brasileiro.
Segundo o governo do Estado, o autódromo agora é um dos mais modernos do mundo, com aplicação de alta tecnologia nos sistemas de segurança, cronometragem, sensores do solo, telemetria, instalações dos boxes e infraestrutura de suporte médico.
A requalificação incluiu, além da reconstrução e alargamento da pista, a modernização e ampliação dos 22 boxes, reconfiguração dos camarotes, com melhor visibilidade da pista e novo sistema de climatização; construção de nova torre integrada; viaduto de acesso de serviço.
A parceria entre o Estado e a empresa espanhola Dorna Sports, gestora da MotoGP, garantiu para Goiânia a realização da prova entre 2026 e 2030.
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“Com asfalto novo e todas essas mudanças, agora é possível tanto acelerar antes, mais forte, e frear depois, o que se traduz em um tempo muito menor de volta”, avaliou o piloto goiano Eduardo MarquesEvento teste
Em evento teste (28/2), pilotos convidados realizaram simulações de corrida, com a presença de técnicos da Federação Internacional de Motociclismo (FIM).
“Na parte de segurança, investiram pesado, todas as saídas de curva estão com uma área de escape maior, estão com uma caixa de brita consideravelmente maior. Com asfalto novo e todas essas mudanças, agora é possível tanto acelerar antes, mais forte, e frear depois, o que se traduz em um tempo muito menor de volta”, avaliou o piloto goiano Eduardo Marques, atual campeão brasileiro de Motovelocidade na categoria 1000 Light.
Os novos sistemas de segurança, como áreas de escape, colchões de ar e barreiras infláveis (airfence), também foram testados.
“São 49 câmeras em todo o circuito que fazem todo o monitoramento das provas da competição. Então, em qualquer acidente, as câmeras têm zoom óptico de 38 vezes. Altíssima tecnologia”, frisou o arquiteto e urbanista responsável pela obra da pista, Carlos Wieck. Os equipamentos foram adquiridos pelo governo estadual e permanecerão no autódromo.
No final de semana da MotoGP, a capital deve atrair mais de 150 mil pessoas, entre turistas nacionais e internacionais. O impacto estende-se também para a região metropolitana de Goiânia, com a geração de pelo menos 4 mil empregos diretos e indiretos, além de fortalecer o turismo. O evento deve movimentar cerca de R$ 870 milhões na economia estadual, em alguns setores como hotelaria, comércio, alimentação e serviços.
Com informações do Governo de Goiás.
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