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Brasil que Cuida

Idosos de Fortaleza, Colombo e Juazeiro receberão 'cuidados em casa'

Profissionais de saúde e de assistência social farão visitas regulares a famílias de comunidades periféricas

12/03/2026 - 11:40 Por Luiz Cláudio Ferreira, Agência Brasil.

Famílias da comunidade periférica com o menor índice de desenvolvimento humano de Fortaleza, o Conjunto Palmeiras, passarão a receber a visita de profissionais de saúde e de assistência social para triagem e implementação de um projeto-piloto, de caráter nacional, de atendimento domiciliar para pessoas idosas.

Batizado de ‘Cuidado em Casa’, o projeto tem previsão de iniciar os atendimentos em abril na capital cearense. Juazeiro (BA) e Colombo (PR) também farão parte do momento inicial do programa, que beneficiará inicialmente 300 idosos em cada um dos municípios.

Como no caso de Fortaleza, o olhar é especial para as situações de maior vulnerabilidade. Além de Conjunto Palmeiras, outra comunidade que será atendida é Barra do Ceará, que tem a maior quantidade de pessoas com mais de 65 anos da capital cearense.

“Há muitos idosos acamados nessas comunidades em que os filhos precisam trabalhar. Muitas vezes deixam perto água e comida, mas não conseguem garantir que eles consigam de fato se alimentar”, explicou a vice-prefeita de Fortaleza, Gabriella Aguiar, que é geriatra, em entrevista à Agência Brasil.

Em Fortaleza, a população idosa é composta por 365 mil pessoas, o que representa 15% do município, dos quais 65% são idosos. A maioria está em vulnerabilidade, segundo a vice-prefeita.

O projeto-piloto ‘Cuidado em Casa’ é uma iniciativa que integra o Plano Nacional de Cuidados - Brasil que Cuida (Dimilly Paiva/Prefeitura de Itacoatiara-AM)

Autonomia das pessoas idosas

O projeto piloto terá recursos do governo federal, do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e da Agência de Cooperação Internacional do Japão (JICA). 

O ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, explicou que a política pública pretende tanto ampliar a autonomia das pessoas idosas como reduzir a sobrecarga de quem assume a responsabilidade diária pelo cuidado, na maioria das vezes, mulheres.

A secretária nacional de Cuidados e Família do ministério, Laís Abramo, acrescentou que a experiência em três cidades vai possibilitar o aperfeiçoamento da proposta para todo o Brasil. A iniciativa, segundo a secretária, leva em conta o processo de envelhecimento acelerado da população brasileira. 

“Nossa intenção é que o atendimento domiciliar passe a integrar, de forma estruturada, o serviço de proteção social básica no domicílio”, ressaltou Laís Abramo.

Cuidar de quem cuida

De acordo com a coordenadora especial da pessoa idosa da capital cearense, Vejuse Alencar, a maioria das cuidadoras também é formada por pessoas idosas, que também serão acolhidas pelo programa.

Na prática, as ações ocorrerão de forma multidisciplinar, contando com apoio das unidades básicas de saúde e dos centros de referência de assistência social. 

“A maioria delas também já são mulheres idosas, que estão cuidando dos seus pais idosos. Então, esse cuidado, ele é muito exaustivo nesse cotidiano. Muitas vezes, elas têm uma dedicação de mais de 20 horas à pessoa cuidada”, pondera.

As representantes do município entendem que há desafios na manutenção e implementação de um projeto com essa dimensão, mas que é possível mostrar que ações públicas como o ‘Cuidado em Casa’ vão se reverter em economia para o sistema público, com menos internações e com prevenção de doenças.

Com informações da Agência Brasil.
@prefeituradefortaleza @prefeituradejuazeiro @prefscolombo @el_bid @jicabrasil @mdsgovbr @

Acesse o Plano Nacional de Cuidados Brasil que Cuida>>


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