A China e a Coreia do Norte inauguraram (15/10) uma nova ponte rodoviária internacional sobre o rio Yalu, que marca a fronteira entre os dois países. Com 3.026 metros de extensão e quatro faixas, a estrutura conecta Dandong, na província chinesa de Liaoning, a Sinuiju, na província norte-coreana de Pyongan do Norte, e busca ampliar as condições de transporte de cargas e circulação de pessoas na região.
A construção foi acordada em 2010 e concluída em outubro de 2014, mas a ponte permaneceu sem operação por cerca de 12 anos. A abertura foi adiada pela falta de infraestrutura de acesso e de instalações necessárias no lado norte-coreano. A inauguração representa a entrada em funcionamento de uma nova ligação terrestre em uma das principais áreas de comércio fronteiriço entre os países.
Com tabuleiro de 28,5 metros de largura, a Ponte Nova do Rio Yalu foi projetada para o tráfego nos dois sentidos. A estrutura também mantém um vão de navegação dimensionado para embarcações da classe de até 3 mil toneladas, de acordo com a agência estatal chinesa Xinhua.
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Nova rota amplia capacidade de transporte
A nova estrutura complementa a antiga Ponte da Amizade, que conecta os mesmos países desde 1943 e combina tráfego rodoviário e ferroviário. Segundo a Xinhua, a ponte antiga permite a circulação rodoviária de caminhões de até 20 toneladas, em fluxo de sentido único, uma limitação que a nova ligação poderá ajudar a aliviar.
Dandong, localizada na província de Liaoning, no nordeste da China, abriga o maior porto de comércio fronteiriço chinês com a Coreia do Norte. Do outro lado do rio, Sinuiju é um importante ponto de conexão norte-coreano com o território chinês.
A ampliação da infraestrutura pode favorecer o transporte de mercadorias e a integração logística entre as duas cidades. Entretanto, as reportagens sobre a inauguração não apresentam projeções de volume de cargas, valores de investimento, geração de empregos ou redução dos custos de transporte.
Infraestrutura tem dimensão econômica e estratégica
Durante a cerimônia, o primeiro-ministro chinês, Li Qiang, afirmou que a ponte poderá simbolizar a amizade entre os dois países e defendeu o aperfeiçoamento dos procedimentos alfandegários, a ampliação da conectividade e o fortalecimento da cooperação nas regiões fronteiriças.
O primeiro-ministro norte-coreano, Pak Thae Song, também participou da cerimônia por meio de pronunciamento em vídeo, segundo a agência sul-coreana Yonhap.
A abertura ocorre em um contexto de aproximação diplomática entre Pequim e Pyongyang. A China é a principal parceira comercial da Coreia do Norte, que enfrenta sanções internacionais relacionadas a seus programas de armas. A nova infraestrutura, porém, não elimina essas restrições nem permite concluir, por si só, que haverá uma expansão expressiva das trocas comerciais.
O resultado econômico dependerá da utilização efetiva da ponte, da capacidade dos sistemas alfandegários, da demanda por transporte e das condições políticas e comerciais entre os dois países.
A inauguração transforma em rota operacional uma obra que permaneceu mais de uma década sem uso. O próximo indicador relevante será a evolução do tráfego de veículos e cargas, que permitirá avaliar se a nova ligação resultará em aumento concreto do comércio fronteiriço.
A primeira ponte rodoviária permanente entre Rússia e Coreia do Norte, sobre o rio Tumen, na fronteira entre Khasan, no extremo leste russo, e Rason, no nordeste norte-coreano, foi inaugurada em setembro de 2026 (KCNA)Conexões terrestres entre Rússia, China e Coreia do Norte
A inauguração da nova ponte sobre o rio Yalu amplia as conexões rodoviárias da Coreia do Norte com a China e complementa outra ligação internacional construída para conectar o país à Rússia. As duas estruturas reforçam a possibilidade de transporte terrestre entre os três países, embora a abertura das rotas não signifique livre circulação de veículos estrangeiros.
Na fronteira com a China, a Ponte Nova do Rio Yalu, inaugurada em 15 de outubro, liga Dandong a Sinuiju. Com 3.026 metros de extensão e quatro faixas, a estrutura foi projetada para facilitar o transporte de mercadorias e a circulação de pessoas.
Já na fronteira com a Rússia, uma nova ponte rodoviária sobre o rio Tumen conecta a região russa de Khasan ao território norte-coreano. Com aproximadamente um quilômetro de extensão, a ligação amplia a infraestrutura de transporte entre os países e tem importância para a cooperação econômica bilateral.
Geograficamente, é possível estabelecer uma conexão terrestre entre Rússia, China e Coreia do Norte. A Rússia e a China compartilham uma extensa fronteira, enquanto a Coreia do Norte faz fronteira com os dois países. Entretanto, a realização de uma viagem internacional de carro depende da operação efetiva dos postos de fronteira, das autorizações de entrada e das regras aplicáveis a veículos estrangeiros.
A existência das pontes não garante que turistas possam atravessar as fronteiras com seus próprios veículos. A Coreia do Norte mantém controles rigorosos de entrada e circulação, e as novas estruturas podem estar sujeitas a procedimentos específicos para veículos comerciais e transportadores autorizados.
As duas pontes ampliam as alternativas logísticas de Pyongyang e fortalecem suas conexões com os principais parceiros regionais. O impacto sobre o comércio e a mobilidade dependerá, porém, das condições de operação, dos controles alfandegários e das regras de circulação adotadas por cada país.
Com informações da Xinhua e Yonhap News Agency
@chinaxinhuanews
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Acesse o álbum de fotos da nova ponte fronteiriça entre China e Coreia do Norte sobre o rio Yalu





