Rússia e Coreia do Norte inauguraram em 7 de setembro de 2026 a primeira ponte rodoviária permanente entre os dois países, sobre o rio Tumen, na fronteira entre Khasan, no extremo leste russo, e Rason, no nordeste norte-coreano.
Com um quilômetro de extensão e duas faixas, a estrutura poderá receber até 300 veículos por dia e começa a ser utilizada para o transporte de cargas, criando uma nova rota terrestre entre os dois países em um momento de aproximação econômica, logística e militar entre Moscou e Pyongyang.
A construção começou em abril de 2025, depois que o projeto foi acordado durante a visita do presidente russo Vladimir Putin a Kim Jong-um, presidente de Assuntos Estatais da República Popular Democrática da Coreia (RPDC), em 2024.
A inauguração foi acompanhada por videoconferência pelo primeiro-ministro russo, Mikhail Mishustin, e pelo primeiro-ministro norte-coreano, Pak Thae Song. Os dois governos apresentaram a obra como instrumento para ampliar comércio, turismo, circulação de pessoas e cooperação econômica, científica, tecnológica e cultural.
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A expectativa oficial é que a ponte seja utilizada inicialmente para cargas e esteja plenamente operacional, inclusive para passageiros, até o fim de 2026 (KCNA)A nova estrutura não é a primeira ligação física entre os dois países. Desde 1959, Rússia e Coreia do Norte estão conectadas por uma ponte ferroviária conhecida como Ponte da Amizade. Durante décadas, veículos rodoviários dependiam de uma solução improvisada sobre a estrutura ferroviária. A nova ponte passa a oferecer uma conexão própria para o transporte rodoviário.
Do lado russo, a ponte está ligada à região de Primorsky, no Extremo Oriente, cuja capital é Vladivostok. O território tem cerca de 1,8 milhão de habitantes e posição estratégica na costa do Pacífico. A estrutura deverá ser integrada à rede rodoviária federal russa, com acesso ao corredor de transporte que conecta Vladivostok a São Petersburgo.
Na outra margem está Rason, uma cidade portuária localizada na principal zona econômica especial da Coreia do Norte. A região fica próxima das fronteiras com Rússia e China e possui um porto de águas livres de gelo durante o inverno, característica que aumenta sua importância para operações logísticas no Nordeste Asiático. A infraestrutura de transporte da região já inclui uma conexão ferroviária com a Rússia e instalações portuárias utilizadas por empresas dos dois países.
Com um quilômetro de extensão e duas faixas, a estrutura poderá receber até 300 veículos por dia e começa a ser utilizada para o transporte de cargas, criando uma nova rota terrestre entre os dois países (KCNA)A abertura da ponte ocorre em meio ao aprofundamento da parceria entre Moscou e Pyongyang. Desde o início da guerra na Ucrânia, em 2022, os dois governos ampliaram a cooperação, incluindo apoio norte-coreano à Rússia com munições e tropas. A inauguração da ponte, portanto, acrescenta uma nova dimensão logística à relação bilateral, embora ainda não seja possível determinar qual será a participação efetiva da estrutura no transporte militar ou no comércio entre os países.
A expectativa oficial é que a ponte seja utilizada inicialmente para cargas e esteja plenamente operacional, inclusive para passageiros, até o fim de 2026. O impacto econômico dependerá, porém, do volume efetivo de comércio, das condições de circulação na fronteira e das restrições internacionais que atingem a Coreia do Norte.
Com informações da Korean Central News Agency (KCNA) e Russian News Agency (TASS)
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