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Medicamentos genéricos completam 27 anos e a maioria custa menos de R$ 20

Legislação impulsionou o acesso amplo a medicamentos, oferecendo-os a preços no mínimo 35% mais baixos em comparação aos de referência, beneficiando a parcela de baixa renda da população

30/05/2026 - 17:53 Por Wilson Lopes

Os medicamentos genéricos completaram 27 anos de produção no Brasil. Autorizados por força da Lei nº 9.787 (10/02/1999), os produtos farmacêuticos estabeleceram um novo capítulo na saúde pública, costurando uma rede resistente de fornecimento de medicamentos de alta qualidade por meio da promoção da concorrência no mercado farmacêutico. 

Com isso, foi possível reduzir a dependência de produtos exclusivos e atenuar os riscos de desabastecimento. Além disso, a intercambialidade entre medicamentos de marca e genéricos, atestada no país por rigorosos testes de bioequivalência, consolidou a confiança dos profissionais e consumidores nos genéricos, que hoje representam uma significativa economia para os usuários e para o sistema de saúde.  

A política impulsionou o acesso amplo a medicamentos, oferecendo-os a preços no mínimo 35% mais baixos em comparação aos de referência, beneficiando sobretudo a parcela de baixa renda da população. A estratégia de precificação dos genéricos se mostrou um elemento-chave nesse processo. 

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No ano de 2022, a maioria das vendas dos genéricos se concentrou na faixa de preço abaixo de R$ 20,00 a caixa, favorecendo o acesso da população a medicamentos que atendem às suas necessidades.

Segundo a diretora da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Daniela Marreco, os dados mostram que, quando o primeiro genérico entra no mercado, há uma redução de 20% no preço daquele produto. 

“A partir da entrada do terceiro genérico, já há uma redução superior a 50%. Isso faz com que a população tenha acesso a esses medicamentos que, graças ao papel da Anvisa, têm a qualidade, a segurança e a eficácia comprovadas”, disse Daniela. 

Os dados mais recentes da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED) indicam que o Brasil possui 2.620 produtos genéricos registrados

2.360.857.706 unidades comercializadas

Segundo levantamento da PróGenéricos, com base em dados da IQVIA (empresa de análise de dados e pesquisa clínica do setor de saúde), o mercado de medicamentos genéricos no Brasil encerrou 2025 com 2.360.857.706 unidades comercializadas, um crescimento de 8,33% em relação ao ano anterior, consolidando o país como um dos maiores mercados de genéricos do mundo.

Os dados mais recentes da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED) indicam que o Brasil possui 2.620 produtos genéricos registrados, 4.859 apresentações comercializadas (diferentes dosagens, embalagens e formas farmacêuticas) e 539 princípios ativos disponíveis.

Já a própria Anvisa informou que, em janeiro de 2024, havia 3.894 medicamentos genéricos registrados, considerando os registros existentes na agência. A diferença para os 2.620 produtos ocorre porque as estatísticas utilizam metodologias distintas (registros totais contra produtos efetivamente comercializados e processados pela CMED).

Entre os maiores produtores de genéricos do país estão EMS, Prati-Donaduzzi, Eurofarma, Medley, Neo Química, Aché Laboratórios e Sandoz. Em termos geográficos, estima-se que mais da metade da capacidade produtiva de genéricos do Brasil esteja concentrada no estado de São Paulo, seguido pelos polos de Goiás (Anápolis) e Paraná (Toledo).

Com informações da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
@anvisaoficial @abreembalagembrasil

>>Acesse a Lei nº 9.787 (10/02/1999) - dispõe sobre a utilização de nomes genéricos em produtos farmacêuticos


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